17 Novembro 2009

Nação Palmares

Próximos do dia 20 de novembro, vale à pena rever o vídeo Nação Palmares e entender um pouco da questõa quilombola.


16 Novembro 2009

Seminário Internacional: a Questão Colonial

Em tempos de pirataria, trabalho escravo, discursos de pacificação, recusa da diferença, racismo institucional, sociedades prisionais e etc., vale a pena conferir o que é a "questão colonial"

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La Universidad Nacional de Colombia con ocasión del Bicentenario de la independencia del país organiza un seminario internacional dedicado al examen de la génesis, el funcionamiento y las consecuencias de la dominación colonial impuesta por Europa sobre los pueblos de las Américas, de Africa y de Asia desde los inicios del siglo XVI hasta su culminación en el contexto de los grandes movimientos por la descolonización de la segunda mitad del siglo XX.

Las razones de esta convocatoria son, por una parte, reabrir el examen de un problema que estuvo en el centro de los debates del pensamiento social de la primera mitad del siglo XX, y que después fue puesto de lado como consecuencia de otras preocupaciones en la agenda de la investigación y de la reflexión. Ese reexamen es necesario por el peso de ese legado colonial en vastas regiones del planeta, cuya población ve acrecentada sus dificultades económicas y sociales por las brechas crecientes producidas por una globalización en curso. La vieja premisa que gran parte de las naciones desposeídas del mundo tuvo un pasado colonial constituye, en este sentido, el punto de partida de esta reflexión

Por otra parte, el análisis del significado de la experiencia colonial para ser coherente y profundo, y por lo tanto para producir resultados de política, solo puede ser planteado en una doble dimensión comparativa: la espacial y la temporal. No fueron idénticas, por ejemplo, las colonizaciones de la temprana edad moderna que Portugal, España e Inglaterra impusieron en las Américas, con las más tardías, bajo la égida del capital, que esas y otras metrópolis europeas establecieron sobre Africa y Asia desde el último tercio del siglo XIX. Lo que significa, además, que los mecanismos y las consecuencias de la colonización fueron diferentes no sólo entre estos diversos continentes, sino también entre regiones significativas dentro de cada continente. Sólo un esfuerzo para captar la dimensión global del hecho de la colonización permitirá captar su significado, así como las semejanzas y los contrastes entre estas variadas experiencias. Son muy escasos los eventos de esta naturaleza, y los más significativos se desarrollaron en el marco de las grandes confrontaciones de la II y la III Internacional, o de las conferencias sobre el reparto del planeta y el destino de los pueblos colonizados luego de la II Guerra Mundial.

Finalmente, y con ocasión de los próximos bicentenarios que varios países de la América Latina se aprestan a conmemorar en el 2010, es pertinente recordar, de un lado, que la complicada geografía política de la independencia de la región fue un proceso concatenado y continuo y, sobretodo, que esos hechos de armas tan contradictorios se asientan en estructuras coloniales igualmente densas y complejas, de tal modo que sólo una perspectiva como la que informa este seminario podrá calibrar con precisión las razones de su heterogeneidad. Una perspectiva radical supone examinar las raíces de una situación y no el movimiento de la superficie.

05 Novembro 2009

onde estão as fronteiras?

Definitivamente os administradores públicos não sabem o que fazem, ou pensam que não sabem. Na verdade, seja lá o que pensam que fazem, deveriam ser advertidos de suas responsabilidades.


(leia matéria clicando no título)

"Cerca de 60% do território de Conceição da Barra (104 mil hectares) está ocupado com plantações de eucaliptos. O Correio perguntou à secretária municipal de Agricultura, Gisani Baldotto, quantos empregos diretos e indiretos essa atividade gera no município. “Nenhum”, responde a secretária."

"O secretário de Finanças [Djalma Cosme] é contrário à reivindicação das comunidades quilombolas. “Aquilo é uma das coisas mais nojentas que eu conheço. Essas terras não valiam nada. Então, as pessoas começaram a vender para a Aracruz. Sou contra isso. Não tem assentamento para outros? Por que não para eles? Eles não sabem trabalhar a terra, vão derrubando e tocando fogo”.

Lixão em quilombos é aprovado por governo do Espírito Santo

"A sede do Consórcio da Região Norte (Conorte) do Espírito Santo sem Lixão, composta por 14 municípios, será no município de São Mateus. A decisão foi ratificada em reunião realizada nesta quinta-feira (05), em Nova Venécia, com prefeitos, vice-prefeitos e representantes de todos os municípios que compõem a região definida pelo projeto. O evento foi coordenado pelo subsecretário de Programas Urbanos da Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e gerente do projeto, Carlos Roberto de Lima."
Os nomes são bonitos "consórcio", e a intenção de livrar as cidades dos lixões também, mas novamente as comunidades quilombolas serão alvo do racismo institucional que reserva à eles as piores condições de subsistência.
A proposta recusada por outros vizinhos como a Universidade Fedeal do Espírito Santo em Sâo Mateus, não encontrou dificuldade em instalar-se na comunidade quilombola de São Jorge que já tem que conviver com a escassez de terras, agrotóxicos, gasoduto e monocultivo de eucaliptos.

Agrotóxico e Direitos Humanos

Trabalho com os Tupinikim e Guarani desde 1995, com as comunidades quilombolas desde 2004 e li os resultados da pesquisa da professora Sônia Misságia Mattos sobre os pomeranos. Todos estes grupos estão no Espírito Santo.
Uma das coisas que une estes três grupos distintos é o impacto que os agrotóxicos tem em suas vidas. Coversei com muitas pessoas segas, vi muitas morrerem de câncer e outras crianças morrerem intoxicadas. Todas reclamaram do envenenamento dos recursos naturais e, como sua fonte de trabalho e alimentação está diretamente ligada a eles, o número de vítimas nestes grupos é bastante grande.
Em Caieiras Velhas vi pessoas segas, em São Mateus, crianças e trabalhadores intoxicados e entre os pomeranos a Dr. Mattos indica que há suicídio em decorrência de disturbios causados pelo agrotóxico.
Mas, ao que parece não há um tratamento adequado à questão do agrotóxico. O Espírito Santo é o segundo maior consumidor de agrotóxicos no Brasil! E não temos uma política de controle de produtos já condenados internacionalmente.
Acredito que ao propor a fiscalização do CEASA, perde-se o foco no agronegócio da celulose e do cana, maiores consumidores dos agrotóxicos. Não se trata apenas de uma questão de "desenvolvimento sustentado", recolhendo embalagens e pagando ao produtor por elas, como aponta a fleuna geral, mas da garantia de Direitos Humanos fundamentais.
(veja matéria do século diário, clicando no título)
"...Estes venenos, lembra o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), são reconhecidos mundialmente por contaminar o solo, a água e o ser humano através do consumo dos alimentos contaminados, mas também pelo manuseio, como é o caso dos trabalhadores que atuam em áreas de plantio de soja, eucalipto, cana, entre outras monoculturas.
No Estado, por exemplo, o uso do Roudup já foi apontado como o causador de inúmeras deficiências imunológicas, problemas de audição e visão e até má formação genética de bebês. Ainda assim, o agrotóxico deverá continuar sendo usado no Estado pelos grandes produtores, como a Fibria (ex-Aracruz)."
ver também
e

03 Novembro 2009

Lévi-Strauss


"Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente" (Lévi-Strauss 1908-2008)

Evento na USP em Novembro comemoraria os 100 anos de vida.
http://www.ieb.usp.br/pdf/seminario/LS_Programa.pdf

01 Novembro 2009

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