19 junho 2014

Video aulas O ESTADO E OS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL


Série de videoaulas produzidas a partir do acervo do curso de formação política de lideranças indígenas, realizado pelo Centro Indígena de Estudos e Pesquisa (Cinep), pelo Laced/Museu Nacional/UFRJ, pela Universidade de Brasília (UnB) e pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB). Destina-se a subsidiar a formação política e intelectual de lideranças, pesquisadores e estudantes indígenas no ensino superior, com vistas a fins práticos e reflexivos.

Audiência Pública sobre Liberdade do Exercício Religioso

Foto da assessoria da deputada Iriny Lopes PT-ES

O NEAB-UFES realizou no último dia 6 de junho uma Audiência Pública sobre Liberdade do Exercício Religioso. 

O objetivo da Audiência debateu a decisão da Justiça brasileira que não reconheceu o Candomblé como Religião. Tal decisão retirou, a nosso ver, o foco do pleito dos Povos de Terreiro - retirar vídeos considerados ofensivos aos terreiros que haviam sido postados -, e ficou restrita à decisão de um juíz.

De fato, ao não reconhecer o candomblé como religião, a justiça aponta para uma leitura evolucionista, superada há muitas décadas pela sociedade mas, também, pela própria Justiça mais progressista. O mais grave é recusar os direitos coletivos dos candomblecistas a terem a integridade de sua identidade preservada ao invés de ser exposta publicamente de forma deturpada e degradante. 

É possível ter uma sociedade de livre expressão desde que os sujeitos possam responder pelos seus atos. O que a decisão judicial - que inclusiva já foi retratada -, mostra é que o racismo, ou seja a hierarquização dos sujeitos na sociedade a partir de critérios evolutivos (que coloca o Candomblé como uma espécie de proto-religião, dadas as suas especificidades litúrgicas, ritualísticas e organizativas), permeia instâncias que deveriam resguardar os direitos coletivos e o bem comum, além de servirem a propósitos não laicos.

A reunião foi bastante proveitosa, especialmente para perceber como se dá o processo de representação política dos terreiros. Muitos sacerdotes estiveram presentes e outros, com bastante reputação, não compareceram, o que suscitou alguns comentários.

À Mesa estiveram presentes 2 vereadores de Vitoria, o Ministério Público estadual, o representante de um deputado estadual do PT e da UFES. Sacerdotes, apenas um vindo de Cariacica, um dos municípios com maior número de casas de culto na Região Metropolitana que engloba sete municípios. Talvez um vício sobre o que seja "autoridade", que devemos rever.

O ponto alto foi a manifestação de outros grupos religiosos evangélicos e de um psicólogo, mostrando a intensa disputa no campo religioso extrapola o fenômeno religioso em si e se espalha por outros domínios terapêuticos.

Notou-se também que embora representantes do Movimento Negro capixaba, estabelecessem a correspondência entre racismo e tomadas de posição da Justiça brasileira, parte dos sacerdotes vê uma "especificidade" religiosa que deixou de ser abordada.

Afinal, a audiência foi para discutir a "Liberdade do Exercício Religioso", mas ficou subentendido nos bastidores e também nas manifestações da audiência que tratava-se de uma resposta à decisão judicial que não reconhecia o Candomblé como religião.

O Decreto 6040 foi lembrado pelos Povos de Terreiro que fizeram questão de banir a busca da "tolerância religiosa" do jargão de seus direitos e reivindicações. A presença mais significativa de casas de Umbanda e filhos de casas de Candomblé reflete como tais grupos se vêem nos espaços públicos e arenas de disputa. 

Todos sabem que as ações de discriminação contra estas religiões afetam a todos, mas compreender como as casas e seus sacerdotes se mobilizam no cotidiano e em eventos públicos como estes é um desafio para entendermos em que instâncias os candomblecistas querem seus direitos resguardados.

27 maio 2014

Land, Rights, Laws: Issues of Native Title

artigos sobre povos aborígenes australianos

Land, Rights, Laws: Issues of Native Title

Land, Rights, Laws: Issues of Native Title is a multi-disciplinary series of research papers that analyse emerging issues in native title research in a condensed and accessible short form. The series allows practitioners and researchers to provide arguments in the context of well-defined subject areas and research methods. Papers are anonymously peer-reviewed by at least two independent experts and are generally between 3500 and 7000 words in length.
For more information, to subscribe to the Issues Paper series or to submit your completed paper please contact the NTRU.